Os dias passam...
Hoje acordei e vi o sol lindo que tu tanto adoravas.
Lembrei-me logo se irmos ao parque jogar à bola.
Mas depois a realidade voltou a bater-me, com força.
Fazes-me tanta falta. Sinto uma tristeza infinita.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Ontem tinha sido uma festa cá em casa.
Tinhas dado saltos de alegria, ías chatear a tua avó portista e durante uma semana ninguém te calava.
Só houve silêncio.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
Hoje aconteceu-me uma coisa muito estranha.
O termómetro do João tem estado arrumado no quartinho dele desde o dia que ele o usou pela última vez, naquela noite.
Hoje fui buscá-lo porque as minhas amigdalas parecem bolas de golf e achava que estava com febre.
O termómetro não funciona.
Já o tentei ligar várias vezes e nada
Sempre funcionou sem problemas.
Lá fui buscar o velhinho e não tinha febre.
Mas que é estranho é...
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Faltavas tu, meu querido filho.
Mas as tuas palavras confortam-me.
Hoje fomos ao estádio do Chelsea e compramos-te um cachecol e uma bandeira.
Este anos não houve festa, nem bolo, nem parabéns.
Às tantas até me esqueci..
terça-feira, 16 de abril de 2013
Uma semana antes de partires deixaste gravado em mim o sentimento.
Escrito por ti. Sempre que as vejo sei que estás comigo e que me amas tanto como eu te amo meu querido filho.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Faz hoje quatro semanas sem ti, meu querido.
Quatro longas semanas e parece que foi ontem.
Tantas saudades de te ver, de te tocar, de te ouvir.
Busco forças mas não encontro filho.
Tento tudo para seguir em frente mas o vazio é tão grande. A falta que tu me fazes é gigante.
Sonho contigo. Chamo por ti.
Aqui hà dias estava com o pai às compras e saiu-me João anda aqui ver isto. E depois a realidade deu-me um soco no estômago.
Hoje eu e o Vitor fomos ao IPO.
Fomos à psicóloga, aproveitamos e fomos à pediatria dar os livros da escola do João, porque estavam novos e podem servir para algum menino.
Pensava que ía conseguir. Assim que passei o portão comecei a sentir-me mal.
Faltava-me o ar.
Entrar na pediatria foi muito difícil. Tive que sair logo.
A médica do João veio cá para fora comigo. Conversamos um bocadinho e depois vieram as professoras.
Tivemos que sair dali depressa. É difícil explicar. Gostei de ver a doutora mas não aguentava estar ali. Sentia-me sem forças e com falta de ar.
Fomos à psicóloga e tivemos uma longa conversa.
O Vitor gostou. Fez-lhe bem.
Eu não ouvi nada que já não soubesse mas gosto muito da Dra. e sabe bem conversar com alguém que compreende o que dizemos e não nos faz perguntas desnecessárias nem usa os tipicos clichés.
Vamos voltar. Mas acho que à pediatria não volto tão depressa. Doi demais.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
As pessoas perguntam como estou..
Estou mal, deprimida, triste, revoltada com a vida e com o mundo.
Tenho saudades do meu menino. Muitas, tantas que me falta o ar, que me tiram o apetite e o sono.
Tantas que não há comprimido que me valha. Tantas que passo os dias a chorar. Tantas que até doi só de ver as fotos do meu querido filho, de ver, de tocar nas coisas dele.
Sinto que me falta um bocado. Sinto que o meu coração está destruído.
É assim que eu estou. É assim que estão as coisas.
sábado, 6 de abril de 2013
Esta é por ti filho!
Eras um super-fã e passamos grandes momentos contigo a imitá-los.
Não podiamos deixar de ir.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Eu bem tento... mas não consigo.
A dor é cada vez maior.
Mexer nos teus presentes do dia da mãe, ver as tuas fotos, arrumar (?) O teu quarto, doi tanto, mas tanto filho.
Todas as noite peço para acordar deste pesadelo ou então nem acordar.
Dava tudo para te ter.
Tenho tantas saudades tuas meu puchi, meu peixinho, meu bebé.
sábado, 30 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Filho,
Hoje a mãe esteve tão triste..
Há um ano atrás nem dormias com a ansiedade para abrires as tuas prendas de anos à meia-noite em ponto.
Assim que começava o mês de março, fazias as tuas listas de presentes e mudavas de idéias mil vezes até ao dia 27.
Amanhã vai ser triste.
Não vai haver correria, nem amigos para brincares, presentes para abrires, bolo para comer. Não te cantamos os parabéns, nem nos enroscamos contigo na ca e te chamamos bébé.
Foi o dia mais feliz da minha vida, quando tu nasceste.
Parabéns meu querido filho. Já tens 12 anos.
Amo-te filho. Tenho tantas saudades que parece que sufoco.
domingo, 24 de março de 2013
Filho querido, a saudade não aperta. Esmaga.
Eu e o pai estamos muito tristes. Sentimos tanto a tua falta.
O silêncio cá em casa é ensurdecedor.
Passar no teu quarto e não te ver, o teu lugar na mesa vazio, arrumar a tua roupa... custa tanto, mas tanto.
Não é justo arrancarem-te assim de nós.
No domingo passado comias bolos e agora já não te temos aqui.
Que dor, filho. Que dor.
Sabes que eu e o pai temos saído muito. Custa-nos muito estar em casa.
Todos os dias arranjamos uma desculpa para sair, porque eu sei que era o que tu mais gostavas. Passear.
Fazemos o que tu mais gostas. É uma maneira de te ter.
Amo-te filho, tanto que doi.
Amanhã é um dia difícil para nós. Dá-nos força peixinho.
sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
O nosso menino partiu. O nosso grande grande herói foi descansar.
Fui tudo muito rápido e nada o fazia prever. Mas ainda bem que assim foi teria sido uma tortura muito maior ver o nosso bebe a sofrer.
Estamos em paz. Temos plena consciência dos pais que somos.
Demos tudo ao nosso filho, desde o dia em que nasceu.
Amamo-lo muito, demos-lhe toda a atenção, todo o carinho e o João era um menino muito feliz. Um menino que adorava a família, que adorava brincar, que vivia a vida ao máximo e aproveitava cada minuto.
Todos os dias faziamos questão de lhe dizer o quanto o amamos, que ele é a nossa vida e que temos maior orgulho nele e que é um previlégio sermos pais dele.
Também sofreu muito com a doença. Porque mais que as dores dos tratamentos, a doença tirou-lhe parte do que ele mais gostava que era brincar, ir à escola e estar com os amiguinhos.
Durante quase três anos sofremos muito. Choramos muito, eu e o pai, porque felizmente o João nunca se apercebeu da gravidade da situação.
Já passamos pelo pior sofrimento possível e por isso estamos em paz. De consciência limpa e tranquila e de coração sereno.
O João partiu nos meus braços a ouvir quanto o amava e as últimas palavras dele foram mamã mamã.
Senti uma paz muito grande.
No velório do João rimos muito, com os videos das palermices dele, com as músicas que ele gostava, porque o João é assim. Bem disposto e brincalhão, sempre pronto para a piadola e teria sido o primeiro a gozar comnosco que ali estivesse.
Deixo-vos a carta que escrevi ao meu filho e que ele levou juntinho ao coração.
Meu querido e adorado filho
O universo separou-nos, mas só fisicamente.
Tu fazes parte de mim e eu de ti.
Em tão pouco tempo ensinaste-me tanto.
A amar sem limites, a ser mãe, a ser mais tolerante e mais amiga.
Ensinaste-me que não importa a casa desarrumada. Importa é ficar a jogar PS3 até de madrugada.
Importa sentar no chão e brincar, saltar na cama, fugir das ondas e comer areia da praia, jogar à bola e torcer pelo teu Benfica.
Ensinaste-me que a vida é para se viver intensamente, hoje. Que desistir é para os fracos e tu sempre foste mais forte.
É não deixar de dizer amo-te todos os dias.
Amo-te desde o sinal mais (isto é uma piada nossa), amo-te sempre e para sempre.
Vais ser sempre o meu bebé.
Agora descansas porque os heróis também dormem. Para voltarem mais fortes.
Por ti vou viver, porque tu mereces, por seres o filho que és, que foste e sempre serás no meu coração e no do pai.
Amamos-te tanto filho.
Nunca te esqueças AMO-TE.
domingo, 17 de março de 2013
Hoje acorda com 40.5 de temperatura.
Meti-o logo na banheira tomou um duche de água quase fria.
Tomou logo o paracetamol e mesmo assim passada ums hora e tal tive que lhe dar nolotil porque estava difícil de controlar a temperatura.
Nem se aguentava em pé.
A febre desceu e agora está a dormitar.
sábado, 16 de março de 2013
Hoje estavamos para sair de casa para vir ao IPO fazer as plaquetas e o sangue, quando o João começa a arder de febre.
Não temos um segundo de sossego.
Chegou aqui com 39.3 e demorou bastante para baixar.
As plaquetas estão baixinhas, 4000 e a PCR baixou de 20 para 10.
O resto deve estar tão mau que a médica nem disse à frente do João para ele não se assustar.
Almoçou bem e agora está meio adormecido.
A Dra queria interná-lo e ele começou logo a chorar e a pedir para ir para casa.
A única coisa boa, é que hoje não tem tido tantas dores no rabo. Até tenho medo de falar...

